Hoje
decidi fazer uma postagem referente ao que já venho me questionando e tentando
tomar consciência a algum tempo, para isso no então vou utilizar
alguns texto da professora Tânia sobre desenvolvimento de aprendizagem e a
minha vivência em duas instituições eads, ao quais farei um quadro comparativo,
ressalto que para fazer tal me utilizei apenas do que senti e sinto estudando
em ambas e que meu receio de escrever sobre elas caiu por terra quando lembrei
que vivo em um pais teoricamente democrático, mas que dá liberdade para pensar
e opinar sobre o que eu quiser.
Não é novidade alguma que atualmente faço uma pós em
educação especial na UNIASSELVI e também curso pedagogia pela UFRGS, ambas os cursos são ead, porém tem distinções astronômicas, as quais vou citar
abaixo:
UFRGS
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UNIASSELVI
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Alunos com incompatibilidades
de horários podem realizar um curso com horários flexíveis.
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Alunos com incompatibilidades de horários
podem realizar um curso com horários flexíveis.
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O curso ead sofre
preconceito, porém no caso da UFRGS este preconceito é amenizado pelo nome da
instituição.
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O
curso ead também sofre com preconceito, mas nada muda.
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Fornece um espaço
para acessar a Web em um polo.
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Fornece um espaço
para acessar a Web em um polo.
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Fornece
conhecimento.
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Fornece informação.
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O aluno constrói o
conhecimento.
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O aluno assimila
o conhecimento.
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Preocupa-se em
formar um aluno pesquisador, reflexivo e consciente de sua prática.
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Prepara o aluno para ser um bom leitor e um bom
ouvinte, direcionando-o com exercícios e respostas prontas.
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O curso oferece vários
ambientes de aprendizagem, onde através de uma plataforma somos convidados a
realizar leituras, ver vídeos e expor nossas ideias através de fóruns e
publicações de trabalhos. Além disso o curso utiliza na sua dinâmica o blog e o pbworks para construir uma rede de aprendizagem que
servirá de apoio para a avaliação, que normalmente é realizada semestralmente
através de apresentações de workshops sobre tudo que foi vivenciado no nosso trabalho ou conversado e analisado nas aulas presenciais para uma banca
avaliadora.
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O curso oferece
um ambiente de aprendizagem fácil de mexer e que apresenta bons vídeos e
leituras, além de fornecer o caderno à ser estudado para a prova que se realiza ao final de cada mês.
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Curso é feito
através de uma edição única, onde só se inicia outro quando este for terminado.
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Curso é permanente, ou seja, sai a cada seis meses e
o lado bom disso é que se você não conseguir a nota, poderá cursar a
disciplina novamente.
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Utiliza-se de
diversos ferramentas tecnológicas.
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Utiliza-se apenas um ambiente virtual.
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Construção de
projetos de aprendizagem, ou seja, o aluno é construído pouco a pouco para se
tornar um ser reflexivo, autônomo e critico.
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Creio que aqui existe estimulo e reforço, pois eles
te dão uma apostila para ler e se você quiser pode assistir aos vídeos para
reforçar o que leu.
Eu acredito que eles até incentivam a autonomia de me
mover até o meu objetivo, porque assim como o rato de skinner tem que ter
ação e ir buscar o queijo quando acende a luz para não ficar com fome, eu tenho que ler para o dia da
prova (minha luz), caso contrário eu não me formo.
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O curso visa a
construção de comunidades de comunicação em rede, onde os alunos aprendem com
os professores, tutores e entre si, por isso essa aprendizagem que você vai
construindo ela não se forma sozinha, mas sim através da cooperação uns com
os outros.
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Não existe interação entre os alunos, a não ser nos dias de provas.
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Bom não estou aqui para falar num
processo metodológico de aprendizagem ideal, nem falar que um é melhor que o
outro, mas sim para falar como vivêncio estes dois processos tão distintos, até
porque não existe modelo ideal e sim modelos pedagógicos instituídos por
diferentes universidades que vão de acordo com suas vocações, seus públicos,
suas localidades e etc.
Para a minha concepção de
aprendizagem se eu tivesse que classificar as duas metodologias apresentadas
pelas universidades, faria da seguinte forma:
A segunda universidade seria classificada por mim como empirista, pois
diversas passagens do texto Educação e construção do conhecimento de Fernando Becker
me lembraram a relação aluno, conhecimento e professor que esta universidade estabelece, onde apesar de ser um pouco diferente devido a evolução tecnológica, a característica principal de tal teoria é preservada, pois recebemos o
material a ser estudado sem levar em conta o que já sabemos devendo apenas ler passivamente e saber dar as respostas certas no momento certo.
Já a primeira eu classificaria como
construtivista, pois a instituição nos proporciona momentos de trocas entre
alunos, professores e tutores, onde tudo que somos e sabemos é considerado, além disso ela pretende construir e desconstruir novos e velhos conceitos, porém dando a este aluno a oportunidade de pensar sobre o processo que esta se constituíndo.
Num primeiro momento foi muito mais fácil
eu me adaptar aos métodos utilizados pela segunda universidade, porque ela não
me tomava tanto tempo e eu já estava habituada com esse modelo ao
qual fui submetida desde que me conheço por gente, onde o professor da seu conteúdo,
você aprende, ele aplica a prova e você pode ter ido bem ou mal nesta.
Já na primeira universidade encontrei diversas dificuldades em me adaptar as metodologias, sendo que estas iam desde eu dominar as novas ferramentas (já que no segundo modelo elas se reduzem ao AVA, que é um sistema fácil de ser aprendido e que disponibiliza
tudo que você precisa saber até o final do mês) até a aprender a refletir sobre a minha própria pratica e o meu fazer pedagógico, creio que só agora que estou pegando o jeito.
A metodologia da primeira
universidade foi bem complexa, pois eu não conseguia entender porque tantos
momentos de reflexão, por que tantas atividades estimulando a criação de vínculos
com os colegas e com isso vinha uma angustia, uma recusa e até uma irritação de
não entender.
Hoje posso dizer que aprendi que o
meu fazer me leva ao meu compreender e esse me leva a uma ação melhor do que eu
vinha fazendo na minha sala de aula, porém até chegar ao entendimento desse difícil
processo confesso que existiu inúmeras vezes em que pensei em desistir e que
foi o apoio da amizade, os laços que eu construí com os meus colegas através daqueles exercícios que me fez
permanecer.
Referências:
BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento. São Paulo: Artmed, 2001.