sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Vivendo e aprendendo com a psicologia



Na aula de Psicologia foi nos apresentado um texto muito curioso de “Moacyr Scliar” no qual o autor descreve sobre as três estruturas do aparelho mental de forma límpida e clara, o que me proporcionou uma vivencia do conteúdo de forma mais imaginativa e posso dizer que até significativa.
O texto “Freud e o Carnaval” começa descrevendo sobre um a nossa mente como se ela fosse uma casa, ocupada por três sujeitos muito distintos o Id, Ego e o Superego, no percorrer da história fica evidente as características de cada um destes moradores, o que me fez lembrar das definições mais científicas apresentadas pela professora, onde teremos a seguinte definição:

O Id- corresponde à noção inicial de inconsciente seria a parte mais primitiva e menos vistas da personalidade. O Id desconhece julgamento de valores, busca apenas a satisfação imediata.
O ego- É o intermediário entre a satisfação de seus instintos e a moralidade, racionalidade.
Superego- Desenvolve-se desde o início da vida, sendo este formado pelas regras e conceitos de valores como um todo.

Se voltarmos ao texto nos depararemos com estes mesmos três elementos, porém descritos de forma mais cômica, onde o autor descreve que apesar de todo o controle que era fixado pelo morador da cobertura ou andar superior (o Superego), pelo menos uma vez por ano (no carnaval mais precisamente) a coisa sai do controle e o acaba se soltando e levando com sigo para a folia o ego, onde ambos vivenciam três dias de muita farra e diversão. Ao me deparar com esta parte do texto me lembrei de algumas festas e de alguns momentos da vida, onde escolhemos ou nos deixamos levar por nossos instintos e acabamos por soltar por alguns instantes o nosso id.
O lado bom de ter listo este texto é que além de ter compreendido melhor a teoria de Freud eu também poderei adotar a mesma como desculpa para a minha mãe, pois caso venha a exagerar no carnaval agora vou poder dizer para minha mãe que a culpa não foi minha, infelizmente a culpa é do meu superego que foi muito fraco e não conseguiu impedir meu id de sair heheh.

sexta-feira, 24 de julho de 2015


 

 

 


            Considerando tudo que tenho já foi visto no decorrer do semestre nas mais variadas disciplinas, pude começar a realizar uma reflexão sobre a epistemologia da educação e como esta influencia no processo educacional do aluno.

            No meu ver o aluno é a peça central do processo de  aprendizagem, pois como vimos em algumas disciplina a aprendizagem se da com o contato do sujeito com o objeto, seja ele através da cultura expressada pela comunidade escolar, por intermédio do professor ou família. Porem apesar do aluno ser reconhecido hoje no ambiente escolar como um sujeito dotado de cultura é necessário que ele interaja com o outro para desenvolver ainda mais as suas potencionalidades, que segundo a visão da disciplina de Corporeidade, esta interação deve apresentar a capacidade de passar por todas as áreas de percepção, já que cada ser humano aprende de uma forma.

            Portanto é através da interação do aluno com todos estes meios, bem como a suas reflexões sobre a mesma que torna possível a construção do conhecimento e de um sujeito refletivo e critico.

domingo, 28 de junho de 2015


Corporeidade


            Voltando ao texto "Corporeidade -uma complexa trama transdisciplinar", no qual observamos a importância do corpo, para que o individuo possa conseguir se desenvolver em contato com o mundo em que esta inserido e onde o autor nós pede para fazer uma reflexão sobre o toque na nuca, o olhar, o tom de voz... enfim gestos que naquele momento do filme, foram capaz de desenvolver a sensibilidade de um androide.

            Nesta semana o filme assistido "BBC o corpo Humano" nós apresenta o fantástico mundo do cérebro, bem como os mistérios ainda envolvidos neste contexto como  seu funcionamento, por exemplo, a construção da aprendizagem, da linguagem, da memória e dos sentimentos.

            O processo de ensino aprendizagem esta tão em destaque nos últimos tempos, que varias áreas se dedicam a estudá-los, tais como a neurociências, a psicologia e os próprios estudiosos da área da educação, visando encontrar as melhores práticas de ensino e a partir deste campo multidisciplinar de conhecimentos e de áreas na docência e na pesquisa educacional é que surge a Neuroeducação, que tem por objetivo refletir sobre a disseminação de potencialidades no processo de ensino aprendizagem, deixando claro que em pouco tempo os professores vão ter que levar em conta os conhecimentos da Neuroeducação para construir seus projetos pedagógicos, possibilitando assim uma aprendizagem mais ampla aos educandos, porém é claro que este novo método faz com que os professores estejam dispostos a aprender e a passar por cima das  metodologias que vinham sendo aplicadas até este momento, o que por sinal em alguns lugares isto vai se tornar um grande empecilho, já que não é novidade nós nos depararmos com pessoas que dificilmente inovam em seus métodos de dar aula e que por conta disto dificilmente vão aceitar os resultados destas novas pesquisas.

            segundo estudos realizados por Tokuhama-Espinosa e analisados por Zaro, Rosat et al. (2010), é possível perceber que:

"a) Cada cérebro é único e unicamente organizado;

b) Cérebros são especializados e não são igualmente bons em tudo;

c) O cérebro é um sistema complexo, dinâmico e em modificação diária, pelas experiências

d) Cérebros são considerados "plásticos" e continuam a se desenvolver ao longo de suas vidas. (...)

h) Aprendizado é baseado em parte na habilidade do cérebro de detectar padrões e fazer aproximações para aprender;(...)

p) Aprendizados sempre envolve processos consciente e inconsciente

r) Aprendizagem recruta a fisiologia completa (o corpo impacta o cérebro e o cérebro controla o corpo);

s)Diferentes sistemas de memórias (curto prazo, de trabalho, longo prazo, emocional, espacial, de hábito) aprendem de formas diferentes;

t) Informação nova é arquivada em várias áreas do cérebro e pode ser evocada através de diferentes rotas de acesso

u) O cérebro recorda melhor quando os fatos e habilidades são integrados em contextos naturais."

            Ou seja, o professor deve estimular o sujeito de todas as maneiras possíveis para que ele aprenda, pois como vimos ali em cima cada cérebro é único e possui a sua própria organização e se a o professor conseguir vincular a sua informação a uma habilidade, os mecanismos de acesso a esta informação do cérebro serão recordados mais rápidos, porém em uma sala de aula existem inúmeras habilidades e por conta disto o professor tem que trabalhar com um projeto que desenvolva todas esta potencialidades.

            Ao analisar o texto recordei de uma experiência bem legal que foi realizada pelo professor de educação especial, que assistia ao problemas enfrentados pela escola de bullying e de automutilação de algumas vitimas, no qual o mesmo se propôs junto a Supervisão (papel que desempenho na escola) à fazer um trabalho com as turmas de quinto ano, no qual ele propôs ao grupo que ambos sentissem o que seu colega vitimizado vinha sentindo e  que este sentisse o que o agressor sente, apenas para resumir ele alinhou durante alguns meses uma parte de teoria (através de contos e livros), com vídeos (de depoimentos) e com dinâmicas (que expressaram um sentimento de medo e curiosidade), experiências estas que deram muito certo é que tornou o grupo mais unido. Acredito que tal projeto só deu certo por que ele contemplou todas as habilidades  e sentidos possíveis (o toque, a visão, a linguagem, a coordenação motora, a memória...), fazendo com que todas as crianças apesar de suas diferentes habilidades e deficiências conseguissem compreender o tema, através das mais variáveis ferramentas. 




           

 Referência

Corporeidade: Uma complexa trama transdisciplinar. In GONÇALVES; C.J.S. Corporeidade. Revisão do Conceito. Tese de Doutorado. UNIMEP. 2005.

Aprendizagem a Luz de novos estudos sobre Cérebro/Mente” In ASSMANN, H. Competência e Sensibilidade Solidária” Ed. Vozes. 2004

Emergência da Neuroeducação: a hora e a vez da neurociência para agregar valor à pesquisa educacional. Ciências & Cognição 2010; Vol 15

As formas de percepção e as mudanças culturais. José Eugenio de Oliveira Menezes. In Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia. PUC-SP 

Video BBC- O corpo Humano – O Poder do Cérebro.

sábado, 6 de junho de 2015

Só observando






Na disciplina de currículo, foi solicitado que nós realizássemos uma analise sobre a sociedade atual, bem como sua cultura e o que o PPP da nossa escola propõem. Tendo em vista o que já foi estudado e o que observei no PPP da escola fiz um quadro comparativo, onde foram realizadas comparações entre algumas características sociais, o que o PPP nos expõem e nos sugere. 

 

Característica da sociedade brasileira
PPP Marcílio Dias
Ações desenvolvida pela escola
Exclusão, evasão e repetência
Cabe no plano de metas da supervisão criar junto ao corpo docente um projeto que contribui para a diminuição do alto índice de repetência e evasão, tentado corrigir assim os índices de distorção
A supervisora realiza o acompanhamento dos planos de aula, organização de estudos paralelos, atividades compensatórias e reforço escolar.
Preconceito étnico, gênero, religioso, sexual e etc.
Princípios de convivências
A orientadora traçara ações de assistência aos alunos, ao grupo de professores e funcionários, visando a qualidade das relações interpessoais e soluções de conflitos emergentes.
Desigualdade social
Gestão Democrática
Reuniões e discussões com a comunidade, visando ações efetivas da mesma no ambiente escolar.

 

            Foi bem engraçado fazer este quadro, pois nele tudo parece tão simples e tão funcional, pena que no nossos dias que se seguem nem sempre é assim. Um exemplo bem comum é a reunião para discussão com a comunidade, onde se é proposto que os pais participem ativamente das ações das escolas e onde geralmente comparecem meia dúzia de pais e o restante não da a mínima para o que a escola esta fazendo ou necessitando.

            Acredito que isto aconteça por conta do público da escola ser constituídos de indivíduos itinerantes, onde os pais  colocam os educandos na escola e tiram um após alguns meses, demonstrando bem pouco respeito e cuidado com a escolaridade e desenvolvimento de suas crianças, prejudicando assim,  uma maior participação da comunidade na escola, já que teoricamente a escola não pertence a uma comunidade especifica e ativa.