terça-feira, 15 de dezembro de 2015

infâncias

Após ler o texto fiquei pensando que encontrar um propaganda daquele tipo seria muito difícil, porém este foi meu primeiro erro já que na primeira pesquisa já me deparei com inúmeras imagens onde inicialmente havia separado dez, porém consegui reduzir este número para três, onde decidi mantê-las por não conseguir escolher a melhor, dentre ela estão duas imagens da courofino (marca bem conhecida no norte e nordeste):

 




            Uma coisa que percebi em todas as imagens que havia salvo inicialmente era que todas as meninas eram de pele clara e olhos igualmente claros que traçaram um padrão racial já determinantes.  
Na primeira imagem nos mostra uma menina magra, branca de olhos e cabelos claros como já relatados anteriormente, utilizando apenas uma calcinha branca e um sapato de salto alto. A pose que a menina se encontra juntamente a frase “sabendo sempre te cativar” dão um tom de sensualidade e de ingenuidade ao mesmo tempo.
Na segunda imagem também temos uma composição de uma menina branca de olhos e cabelos claros, utilizando também nesta uma calcinha branca e um sapato vermelho (a cor da paixão, da provocação). A pose nesta foto é mais ousada e a menina aparece sentada ao chão com as pernas abertas, com uma das mãos levemente apoiada no chão e a outra levada na boca, cujo faz um expressão de um biquinho ensaiando um beijo.
Na terceira e última imagem temos uma menina branca, de olhos claros e de cabelo castanho claro que sentada em um sofá lançando um ar despojado e ao mesmo tempo sensual, onde a menina segura um doce na mão e ao lado do mesmo aparece uma frase que diz: “use e se lambuze” que traz uma insinuação referente a menina.

Em todas as imagens que pesquisei ficou claro a inserção das crianças no mundo adulto e em muitas vezes em um contexto dubio onde caro que muitas delas não vão se dar contas por si só do quanto tal postura, objeto ou linguajar pode ser perigoso, por conta disso cabe aos pais instruírem e verificarem o que seu filho está assistindo, bem como o que está comprando para ele.

Emilia Ferreiro


"O auto índice de reprovação e de dificuldades de aprendizagens de crianças do primeiro ano, associado ao genocídio intelectual chama a atenção de Emília Ferreiro", sabe que ao ler esta passagem fiquei me relembrando de pessoas que conhecia que havia reprovado, já no primeiro ano (que por mais que puxasse a memória, eu lembrei de apenas dois) e após fazer esta lembrança, comecei a ver como foi o processo escolar destes dois jovens.
Na verdade, eu não sei realmente se tem a ver com toda a teoria que Emília nos trouxe e defende, mas realmente estes dois alunos tiveram diversas reprovações, após ter sido retido no primeiro ano e ao falar com a mãe (parente bem próxima) de um deles ela apenas afirma que ele não tinha vontade de estudar, na verdade ela relata que não lembra se este um dia teve vontade de estudar e seguir em frente.... Será este o genocídio intelectual relatado por Emília Ferreiro? Será que estas crianças se tivessem sido aprovadas estariam hoje com outra história escolar para contar?




Os meus dias de dezembro....

Meus últimos dias do ano tem sido cada vez mais pesado, por vezes acredito que não vou suportar, na verdade neste exato momento estou na escola lendo uma infinidade de pareceres e sendo sufocada por muitas outras coisas que deveria ou gostaria de fazer, tais como: as questões da faculdade e dos cursos que eu deveria estar fazendo ou dormir, ir à praia...que eu gostaria de estar fazendo, mas como diria minha mãe: Você não pode ter tudo! você tem responsabilidades! 
Nos meus ombros hoje repousam cerca de 200 toneladas de preocupação, de reclamações, de excesso de trabalho e como se não bastasse ainda tenho apresentado uma grande dificuldade em me focar (confesso que foco nunca foi uma característica marcante em mim), mas acredito que isto talvez esteja caracterizado a minha geração, pois pelo que estudamos as gerações estão cada vez mais aceleradas, onde as crianças e jovens tentam ou melhor fazem tudo ao mesmo tempo.
Enfim minha geração ou não é hora de dar uma repensada no futuro, aliás outra.




terça-feira, 8 de dezembro de 2015

escola

Num primeiro momento os dois nos mostram como as escolas sugiram e foram evoluindo ao longo do tempo nos mostrando diversas problemáticas que surgiram neste longo caminho, sendo que o primeiro texto, nos traz um relato de como surgiu a educação ou melhor a escolarização nos mostrando que no princípio a educação era mais de cunho religiosos, já o segundo texto “ (Des) encantos da modernidade pedagógica” nos apresenta as modificações e as melhorias que foram buscadas ao longo do tempo, nos mostrando como esta instituições se tornaram uma rede governada e de responsabilidade de todos.
 Os textos nos relatam que em um primeiro momento a educação era rígida e estruturada sobre a doutrina da igreja, por vezes a mesma era abusiva e não conseguia atingir a todas as classes, porém a partir da segunda leitura foi possível visualizar um novo contexto no qual algumas melhorias foram alcançadas no espaço escolar, onde a educação passou a dar mais liberdade ao educando e começou a atingir mais classes sociais.
O texto maquinaria nos faz um relato sobre o estatuto da infância que foi o que garantiu as mudanças tão almejadas descritas no segundo texto.

Enfim estes textos foram bons para nos mostrar toda a história da educação, sem falar que é visível a complementação que um trouxe para o outro.

alfabetização

A verdade é que até o momento ainda não me identifiquei muito bem com o curso, porém nesta disciplina consegui adquirir conhecimentos suficientes para compreender melhor algumas coisas referentes a aquisição da escrita, pois por diversos momentos na escola onde sou supervisora dos anos iniciais tive dúvidas quanto as hipóteses de escrita dos alunos.
Um dia chegou a minha sala uma professora do primeiro ano que me relatou que o aluno dela não sabia nada, pois que em todas palavras que a criança escrevia este insistia em colocar apenas as letras do nome dele, a mesma ainda relata que o mesmo só iria passar por conta da lei de aprovação. Na época eu já encontrava intrigada com esses casos, onde era possível observar um grande desenvolvimento no restante da turma e apenas dois ou três alunos que pareciam não acompanhar a mesma, porém hoje com estudo dos textos de Emília Ferreiro eu pude perceber que este educando estava apenas passando por uma hipótese de escrita e que não exigiste momento certo para maturação, o que existe é uma dose certa de estimulo feito para que este aluno se desenvolva.
No texto de Emília Ferreiro a mesma nos relata que no início este aluno chega a sala de aula sem compreender que as letras correspondem a emissões sonoras e que para escrever algo basta escrever diversas letras, sendo que o exemplo de Mateus citado pela autora me fez lembrar e muito o aluno desta professora, já que ambos mostraram quase a mesma evolução.

Por fim hoje este aluno está no segundo ano e só agora no mês de dezembro é que ele deslanchou a escrever e ler significativamente passando por diversas etapas, que em um outro momento eu julgaria confuso, mas que hoje percebo como normal já que é visível que este aluno não teve grande estímulos no seu contexto familiar, pois o mesmo vem de pais que catam e reciclam lixo e para eles o papel ou jornal servem apenas para vender já que a mãe não é alfabetizada e o pai pouco lê.

Imagem retirada do site: http://valdinere123.blogspot.com.br/2013/09/hipoteses-da-escrita.html

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Os diferentes tipos de criança

Criança selvagem:
Crianças selvagens:  são aquelas crianças que desde muito novas foram desprovidas do convívio social ou que ficaram muito tempo perdidas em matas, mas que mesmo assim sobreviveram junto aos animais. Esta definição me lembrou de diversas histórias ou lendas entre elas estão: Mogli e Tarzan, que são dois clássicos da Disney, além da lenda grega de Romulo e Remo.
Bem na minha escola acredito não existir este tipo de criança, pois por mais longe que estas vivem, nenhuma delas eixa de ser um agente social.

Criança natural:
                Crianças naturais: São aquelas crianças que vivem apenas seguindo seus instintos, sem ter uma noção do que faz, porém ressalta-se que conforme esta criança vai crescendo a sociedade juntamente com o seu padrão e ética e conduta vai moldando o seu ser para se tornar um agente social.
                Bem esta característica ficou mais fácil de identificar no meu contexto escolar e pode ser vista claramente entre crianças do primeiro ano, principalmente aquelas que nunca passaram por nenhum tipo de escolarização, além destes casos também vi esta característica em uma criança de 9 anos que veio para frequentar o segundo ano do ensino fundamental, onde ela tem um histórico de reprovação provocada por evasão e que vivia seus dias nas ruas, onde foi condicionada pela mãe a roubar desde os quatro anos de idade, bom com todas estas vivencias de rua, o concelho tutelar acabou retirando a menina das rua e levando para adoção, onde ela foi adotada por este casal que trouxe a mesma para a minha escola no início do ano, mas que apesar de agora ter uma família e um bom lar ainda continua a roubar nos lugares, creio eu que por agir por instinto ou condicionamento, já que a maioria de seus furtos são de doces e outras comidas, enfim este tem sido um problema bem difícil de resolver.
Criança social:
            Crianças sociais: Nada mais são do que crianças nos remete aquela criança que atua frequentemente na sociedade, impondo a sociedade suas vontades e seus desejos, ou seja, são aquelas crianças que capazes de buscar novas ideias, bem como refletir sobre elas.

                Isto me lembrou uma reportagem do fantástico, que nos relata que as crianças já mandam na maior parte do orçamento familiar e hoje não é raro encontrar crianças que ditar regras para os próprios pais, vejo muito isto no meu cotidiano escolar.

domingo, 8 de novembro de 2015

Uma aula de leitura




 



Neste poema ficou claro que a leitura vai muito alé, do que apenas decifrar uma infinidade de códigos mecanicamente, pois assim como Paulo Freire que nos disse que " a leitura de mundo precede a leitura de palavras" o autor Ricardo Azevedo vez em sua obra uma recuperação desta teoria, porém exemplificando de forma mais clara e simples. Ambos os autores nos trazem sugestões de que a escola deve começar a se preocupar em fazer com que a leitura das palavras venha a abranger o mundo da em que a criança esta enserida, tornando o ato de leitura uma prática mais ampla no que diz respeito a interpretação de obras através de vivencias cotidianas.
Este texto me fez lembrar da expressão da "tabula rasa" e da visão dos professores atuais, onde apesar de muitos já terem modificado o seu olhar perante o sujeito aprendente, não é raro encontrar o professor que se utiliza ainda daquela antiga fala: "- Mas ele não sabe nada", principalmente nos anos iniciais.
Se pegarmos uma criança de primeiro ano com esta visão estaremos anulando por completo tudo aquilo que Paulo Freire e Ricardo Azevedo vem nos falando a anos, que seria a visão de um sujeito, como ser capaz de aprender e que possui uma historia (que pode não ter nada a ver com o mundo letrado, mas que pode e deve ser respeitada e servir de base para se inserir o mundo acadêmico no contexto deste sujeito).