quinta-feira, 2 de novembro de 2017




Hoje me deparei com uma imagem que me pôs mais uma vez à refletir sobre a minha caminha me fazendo perceber que não importa o que já fui, de onde parti, mas sim o que sou e o que faço para conquistar a minha aprendizagem, porém a imagem acima também nos fala em um fim ou em um ponto de chegada, o que se torna meio irreal para quem quer seguir a carreira de professor, pois  creio que quem deseja seguir na profissão de educador chamais encontrará o fim deste caminha chamada aprender tendo em vista que assim como os números ela também é infinita.

O meu caminho tem se desviado mais uma vez por conta de inúmeros fatores, porém decididamente, agora consciente de como devo construir e contribuir para a minha caminhada e para as de meus colegas, tenho total convicção de que está na hora de focar mais uma vez e aproveitar o que está sendo disponibilizado.


Referência 

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Matemática

Pensando ontem para responder uma indagação da tutora, fiquei pensando em como se deu ou dá a minha relação com os números, bem como todos sabem sempre fui uma aluna relapsa com a escola, mas que possuía excelente notas.
Quando sai do ensino médio minha família gostaria muito que eu realizasse o curso de engenharia civil ou medicina, mas por ser teimosa acabei fazendo história. Confesso que hoje certamente faria matemática, pois é uma disciplina que gosto muito e que se tornou um hobby que me traz a sensação de relaxamento, por incrível que pareça meu passatempo favorito é fazer desafios matemáticos, creio que essa paixão iniciou-se ainda nos anos iniciais com a minha professora que além de alfabetizadora era também uma ótima matemática e me ensinou a enxergar o número em tudo que eu fazia, lembro-me que ela trabalhou conosco uma música da dupla Sandy e Junior que se chamava “Não somos números”, posso dizer que quando preciso muito desviar minha mente do dia-a-dia, os cálculos me ajudam, confesso que ainda guardo livros de cálculo I e Álgebra para fazer nas horas livres.
 Tudo que eu queria é um dia conseguir passar para os meus alunos o quão simples é a matemática e o quanto essa pode ser divertida.

Referências

A música ainda existe por incrível que pareça: https://www.youtube.com/watch?v=hw5jK4cdf6k

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A execução do jogo de matemática



A professora do primeiro ano já havia trabalhado a questão da dezena e unidade, porém sentia que não havia ficado claro para os alunos o que era uma dezena e o que era uma unidade, portanto estou aproveitando que estou ficando sozinha com a turma e decidi voltar alguns conceitos.
O Jogo que preparei funciona da seguinte maneira:

Material:

Atilho
Palitos de Picolé
Um dado (fiz com caixa de leite)

Ações do jogo

1) Sentamos em círculos e realizamos ou confirmamos nosso combinados sociais (não brigar, saber esperar, ouvir o colega e etc.)
2) Primeira rodada: Os jogadores jogaram os dados e pegaram o números de palitos correspondente ao que foi sorteado.
3) Segunda rodada: Os alunos jogaram os dados, pegaram o número de palitos correspondente e somaram com os que já possuíam, se o educando  forma-se uma dezena, deveria envolver os mesmos com o atilho.
4) As rodadas vão seguir até que algum aluno tenha formado duas dezenas.
5) Importante: A partir da segunda rodada o professor indagou a cada aluno a sua quantidade de palitos, quantos palitos conquistou naquela rodada, se forma uma dezena e se sobra alguma unidade.
Bom o jogo transcorreu melhor do que o esperado, mas o que me chamou a atenção é como a todo momento o grupo se apoiou para construir o jogo, auxiliando uns aos outros seja na questão da soma ou na contagem para constituir a dezena. No decorrer do jogo um aluno me falou:
-Prof. olha o que eu descobri se eu colar os 4 palitos da primeira rodada e depois colocar os 6 palitos da segunda rodada vai dar 10 palitos, mas se eu colocar primeiro os 6 palitos da segunda rodada e depois colocar os 4 da primeira também vai dar 10.
-O que você achou disso?
-Achei muito legal prof.
Tendo em vista este contexto pude perceber que não só o objetivo deles visualizarem o que é uma dezena e o que é uma unidade foi vencido, mas também foi trabalhado a constituição dos números.

Creio que apesar de ter ficado sem voz, o dia foi bem proveitoso, tendo em vista a questão da construção do conhecimento.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Matemática


Hoje foi o dia que bateu o desanimo de fazer as atividades, apesar de manter uma mente atenta para o processo de aprendizagem dos meus alunos, sinto-me exausta em chegar em casa e refletir sobre o meu processo de aprendizagem, já que finalmente agora tenho consciência do que esta ocorrendo na minha volta.
Bom analisando o dia de hoje, onde a professora e eu introduzimos a questão de dezena e unidades com os nossos alunos do primeiro ano da maneira planejada pela professora, onde eu deveria me deter ao meu educando especial, houveram tentativas de uma construção significativa do numero,onde por vezes, lembrei do professor da disciplina de matemática que nos falava que deveríamos construir o número com nossos alunos de maneira lúdica afim de proporcionar espaço para que ele se aproprie de tal conhecimento.
No decorrer das atividades proposta pela professora percebi que existe algo faltando para alguns alunos, existia na verdade a falta deles manusear estes números afim de construí-los mentalmente e fisicamente afim de dominar tal conteúdo. Tendo em vista a minha observação e que ficarei sozinha com ele alguns dias, decidi construir um jogo que faça com que eles interajam com a sua construção do conhecimento, tomando para si o fazer pedagógico.
Creio que ficou de bom tom os preparativos do jogo, mas o resultado (Aprender) só saberemos amanhã.

sábado, 21 de outubro de 2017

Construção, bonecas e vivências

Se eu tivesse um encontro comigo antes de iniciar este semestre, certamente deixaria claro que eu deveria me preparar para mais um processo de desconstrução, pois sem dúvida o objetivo deste semestre foi criar uma rede de disciplinas capaz de fazer com que as educandas reflitam sobre si, sobre seus “Pré” conceitos e sobre a sua prática.
Hoje no meio de mais um semestre me enxergo como uma bonequinha feita de legos que foi desconstruída (através de textos e vídeos) até sobrar apenas os sapatinhos e vem sendo novamente construída, porém agora com outra roupa, outra laço na cabeça, mas acima de tudo outros olhos e outra mentalidade.
As disciplinas de Inclusão e de Étnicos-raciais proporcionaram uma intensa revisão de conceitos, que me fizeram perceber que como profissional da educação devo frequentemente retomar minhas atitudes e me questionar como e porque cheguei a certa conclusão.
Desde meu primeiro emprego como professora sempre tive alunos autistas em minha turma e mais uma vez ao voltar para sala de aula recebo de presente (o melhor desse ano) mais um aluno com tal característica, que não sei porque me identifico muito, mas além deste recebi um aluno com Síndrome de Down e neste momento me senti perdida, porém ao escutar conselhos de alguns colegas  recebi as seguintes frases:
- Não se preocupa crianças com Down são felizes e não dão trabalho.
-Nossa pode ter certeza que ele vai ser muito mais sociável.
Não encontrei nada nem perto disso e agora após a leitura da disciplina de inclusão percebi que tais falas, são na verdade parte dos famosos entraves de “ser ou então” trazidos pela autora Lígia Assumpção Amaral, onde a mesma nós diz que temos o vício de achar que por conta de conhecermos uma pessoa com tal deficiência que possui uma determinada característica se cria a ilusão (seja ela construída por mitos ou pela mídia) que todos os outros com tal deficiência também vão ter a mesma característica. No meu caso aprendi com a vivência que isso não se aplica de fato, temos que ter em vista que cada sujeito é único e que possuem formas diferentes de pensar independente de ter ou não alguma deficiência, no meu caso somente depois de três a quatro meses e que eu e meu aluno conseguimos estabelecer uma relação, desconstruindo o que muitos pensavam sobre os Downs na escola, onde por vezes, tenho que escutar:
-Nunca vi um Down tão bravo, tão mal humorado.

Mas a verdade é que só eu sei o quão especial este menino é, onde a cada dia ele vem demonstrando que além de uma personalidade forte e do fato de não ser muito social ele possui um imenso amor e carinho, por vezes, entre uma aula e outra me pego rindo sozinha com as artimanhas que o mesmo faz para não realizar certos trabalho, ou com as pequenas conquistas que venho acompanhando, onde percebo que meu pequeno está crescendo como todos os outros.




Referência:
AMARAL, Lígia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando das diferenças físicas, preconceitos e superação. In: AQUINO, Julio Groppa (org.). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, p. 11-30.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

SALÃO DE INICIAÇÃO UFRGS




      O Salão de Iniciação Científica XXIX da UFRGS, representa um espaço de socialização de pesquisas envolvendo estudantes de diferentes áreas de conhecimento. O Salão busca proporcionar ao aluno, orientado por um professor/pesquisador, a exposição de suas aprendizagens e dos métodos e técnicas de pesquisa utilizados por estes no decorrer de seus cursos, bem como estimular o desenvolvimento do pensar cientificamente e da criatividade, o que vem bem de encontro com a proposta do pead, que instiga a criação de um aluno pesquisador, crítico, reflexivo e criativo que luta para transformar a educação.
Refleti muito antes de escrever sobre a minha experiência no Salão, ao qual defino como boa, alertadora e comprobatória de um pensamento que já vinha analisando a alguns meses.
Vamos aos fatos, no início da escrita do resumo assumo que não vivenciei algo muito novo, tendo em vista que já precisei realizar tal produção em um tempo tão, tão distante, porém serviu para me mostrar o quão enferrujada estou para tal atividade, sorte ter uma colega que pensa muito e que me lembrou que nós poderíamos recorrer à alguma de nossas  Profs, porém tendo em vista o que viria confesso que esta foi a tarefa mais fácil.
Eis que lendo o regulamente surge a notícia que teríamos que apresentar tal resumo, através de slides, onde durante a construção dos mesmos surgiram algumas dúvidas quanto ao como e o que colocar na apresentação.
Posso dizer que foi uma experiência boa no sentido que conseguimos apresentar sem grandes problemas,  tudo o que estava planejado construindo a mensagem que gostaríamos de retratar, ou seja, quanto a apresentação e a base que nosso curso fornece ao seu educando, tendo em vista a teoria construtivista e a visão de mundo segundo Paulo Freire.
No entanto tal experiência foi também alertadora em dois sentidos:
O primeiro referente a constituição de slides, onde observei nos demais trabalhos a questão de gráficos e imagens, como ferramentas para a construção e afirmação de uma determinada teoria ou apresentação, ao qual, pretendo aderir em uma próxima vez.
A segunda é que o curso do PEAD não construiu uma imagem límpida  ainda diante de outros profissionais da sua própria universidade, a sensação que obtive de uma das avaliadoras é que ela não compreendia a proposta do curso, mas acima de tudo possuía uma grande resistência quanto ao entendimento do mesmo, comprovando o preconceito aliado aos cursos de eads que já vinha analisando.
Senti isso desde o início da apresentação, mas tal sensação só se confirmou quando a mesma fez seus questionamentos, onde em um deles ela apresenta a seguinte questão:
O curso de vocês possui estágio ou proporciona contato com alunos?
Tendo em vista tal questionamento eu poderia ter mandado ela ler a LDB (a partir do Art. 80), porém tentei explicar de forma clara e tranquila que o nosso curso ele é organizado em um formato, onde os licenciandos tem contato integral com os alunos e com o contexto docênte, tendo em vista o seu processo seletivo, mas infelizmente fui interrompida para apenas falar sim ou não, na qual minha resposta se resumiu em: - sim, nós temos estágios e temos contato com alunos.
A verdade é que muito me vi no olhar dessa senhora, um olhar que apresentava desconfiança, estranhamento e até uma certa dúvida quanto ao profissional que sairá formado por este curso no que diz respeito a qualidade, onde posso afirmar que se eu que estou vivenciando este processo levei um tempo para que compreender a forma única como este curso está estruturado, imagina para uma pessoa de fora que está enrijecida por seus “pré-conceitos” ou concepções, posso afirmar que tal entendimento se torna algo fora do comum, beirando ao abismo da impossibilidade.
Enfim percebi que o curso vai ter que produzir muito para mostrar seu valor, só não sei o que fazer para contribuir para esse processo.




Referências:



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Aprendizagem em rede

Após o comentário do Professor Crediné, no qual, o mesmo me estimula a tentar tecer uma discussão sobre aprendizagem em rede, passei a pensar não só neste quesito, mas nas condições que devemos ter para construir tal rede.
Confesso que num primeiro momento me surgiu uma dúvida quanto ao conceito de comunidade de aprendizagem e de rede de aprendizagem. Acredito que na primeira modalidade a construção da aprendizagem se dá principalmente através do mundo virtual, porém constituída através de uma estrutura formal, apesar de ser organizada horizontalmente (onde todos se mostram responsáveis pela construção de um determinado conhecimento), já na segunda apesar de também ser organizada de forma horizontal, se mostra estruturada mais informalmente, podendo ser construída tanto através do mundo virtual quanto presencial, estimulando assim a experimentação, a vivência, a observação e a reflexão sobre o processo que todos da rede vêm constituindo.
 Para iniciar o texto, no entanto, gostaria inicialmente apenas de trazer o foco para a palavra aprendizagem, onde desvincularemos tal palavra dos conceitos de ensinar e conteúdo, pois para constituir uma rede de aprendizagem  o professor tem que ter em mente que ele não ensina, muito menos soca conteúdo em seu aluno, pois para iniciar uma rede o professor deve abrir mão de seu papel, saindo do pilar “saber fazer”, onde o mesmo mostra ou reproduz o que aprendeu ou sabe fazer e passa para o pilar “saber ser”, onde ele vai se mostrar capaz de saber ser um mediador entre o seu aluno e as informações que este necessita, dando suporte para que ele construa e transforme o seu próprio conhecimento, isto é, eu não vou ensinar o meu aluno a subir em árvore, apenas desenhando ou mostrando a imagem de alguém em cima de uma árvore, mas sim vou estimulá-lo a conquistar esta experiência levando-lhe até uma árvore real, provocando o mesmo à construir hipóteses de como subir .
Pelo que venho estudando no Pead e observando nas escolas o primeiro professor descrito (o que sabe fazer) está com seus dias contatos, tendo em vista que existe uma preocupação cada vez maior em formar professores consciente do processo de ensino aprendizagem e o quão importante é a experimentação, observação e reflexão na construção de uma estrutura cognitiva.
Como diria Manoel de Barros “tudo que não invento é falso”, ou seja, tudo que eu não toco, não transformo, não crio ou recrio dentro de mim e através da minha interação (no meu caso com minhas colegas, tutoras e professores), com um texto, um vídeo, experimento, observação certamente não ocupará um lugar dentro de mim, pois será como palavras ao vento, onde em um primeiro momento eu vou ouvi-las, ou até decorá-las, mas com o tempo elas serão esquecidas.
A proposta de uma aprendizagem em rede trabalha todo o processo descrito acima de forma libertadora, tendo em vista que ela é constituída a partir de um desejo (que no início do curso o meu era se formar pedagoga e hoje já se tornou outro, onde sonho em sair da universidade como uma professora reflexiva e pesquisadora capaz de fazer a diferença). No meu caso posso descrever muitas situações que marcaram o meu processo de aprendizagem e a minha tomada de consciência e pertencimento a uma rede, porém escolhi três bem distintas.
A primeira situação foi logo nos primeiros semestres quando me foi solicitado a criação de um PBworks sobre a minha escola, onde não via muito nexo nesta atividade, considerando por vezes, algo desagradável e trabalhoso, porém hoje percebo que tal trabalho serviu para eu conhecer melhor a minha escola e também compará-la com a da minha colega, onde certamente tentaria fazer um estudo sobre as realidade comparando estruturas, os métodos, ou talvez me deteria a estudar mais afundo a minha própria escola comparando a sua realidade e o seu PPP.
A segunda situação foi a construção do primeiro projeto em ação que sem dúvida foi a tarefa mais difícil para eu compreender, pois no momento de construção do mesmo experimentei um misto de sensações que iam desde a angustia até o desespero e o desanimo de não entender o que me foi solicitado e só então que passei a perceber a rede de aprendizagem a minha volta, pois com a  procura de ajuda junto aos demais grupos, percebi o quão importante era pertencer a essa tal rede que tanto se falava e como se dava a aprendizagem coletiva.
            A terceira situação foi a visualização e a reflexão sobre o meu blog e o da minha colega, pois apesar de altos e baixos durante a realização dessa atividade, eu compreendi o que era refletir e o que era auxiliar o outro no seu processo de aprendizagem, neste exato momento eu intendi que a minha aprendizagem e desenvolvimento dependia não só de mim, mas também do meu colega e do processo dele.
            Enfim se eu tivesse que definir aprendizagem em rede com as minhas palavras o faria assim:
            “ Aprendizagem em rede é o processo interacionista, no qual um grupo de pessoas contribui umas com as outras para construir ou formar uma estrutura de conhecimento, tendo como principais focos a liberdade, a reflexão e o comprometimento com si e com os demais”.


 BARROS, M. Livro sobre Nada. Rio de Janeiro: Editora Record, 1996.