segunda-feira, 18 de abril de 2016

Refletir, refletir e refletir

           É tudo que venho escutando no curso de pedagogia nos últimos tempos, principalmente na interdisciplina de Seminário é evidente que o mesmo pretende formar um ser pensante e reflexivo, não só sobre sua prática, mas também sobre toda demanda de conhecimento que lhe é ofertado neste mundo globalizado, onde nem toda noticia ou informação tem uma função ou é verdade. Ao chegar em casa após ter ouvido milhões de vezes que do professor Crediné, que ele gostaria de ver mais postagens e que temos que refletir sobre o que postamos ou sobre o que nossos colegas postaram, fico me indagando o quanto todas somos capazes de fazer tal? E se um dia todas teremos entendimento do que é possuir uma critica construtiva ou uma critica destrutiva?
                 Diariamente vivemos em um mundo escolar, onde a classe de professores desunidos, onde pessoas acreditam que para serem reconhecidos e para mostrarem seu conhecimento devem desconstruir todo o trabalho do outro e tudo que este sabe, onde a critica na maioria das vezes é no sentindo de humilhar e mostar que sabe mais e não de apresentar novas formas de se pensar e se trabalhar.
                     Lembro-me do primeiro dia em que o professor relatou que iteramos que fazer uma critica no blog do outro, uma colega olhou dentro dos meu olhos e disse que me avaliaria, pois sabia que eu não me importaria de receber uma critica, mas me lembro também de ninguém querer ser escolhida por mim, talvez por medo do que possa vir. dias depois ainda me pegava pensando se eu seria uma critica destruidora de trabalhos e após muito refletir cheguei a conclusão que realmente possuo uma critica um pouco aguçada, mas que sempre dou alternativas de melhoras para as pessoas e cuido para reconhecer o quão boa foi a ideia da mesma.

Me lembrou a aula de ludicidade.

https://www.youtube.com/watch?v=6wt9woYJYMk




               Além de ser muito fofa e por vezes engraçada, quando me deparei com este vídeo em uma rede social, me lembrei imediatamente da aula de Ludicidade, onde professora em certo momento da aula, nos relatou que é através da brincadeira, da dramatização que a criança ensaia para o mundo adulto. Por sorte ou talvez destino quando vi este video estava lendo justamente um artigo da disciplina anteriormente citada, onde o autor também nos coloca que "a simulação contribui positivamente para o desenvolvimento da criança, permitindo então que esta se aproxime se forma mais leve do mundo adulto".
                Sabe-se que o brincar é uma necessidade de todo ser humano e que todo este ensaio, além de servir de experiências para os nosso pequenos, também serve para nos divertir e nos lembrar como alguns simples atos, podem assumir tamanha importância no olhar infantil, chamando-lhes e muito a atenção.



Referências:

https://www.youtube.com/watch?v=6wt9woYJYMk
FERRARIS, Ana Oliveiro. Agitação que faz bem. Mente Cérebro. São paulo: EDIOURO DUETTO EDITORIAL Ltda. Ano XVIII, n°216, Jan/2011 (pp:36-41)


               

sexta-feira, 18 de março de 2016

Reflexão


                                                                                       imagem: www.ijui.com

Respire fundo, feche os olhos e pense em quem você já foi.
Relembre onde começou, olhe para onde você está hoje e por fim visualize ou melhor mentalize onde você quer chegar.
Na aula de terça-feira foi proposto para os alunos, que estes fizessem uma serie de reflexões e cá estou analisando a minha caminhada até aqui, refletindo no que não só este curso (pedagogia), mas todos os outros me ajudaram.
No início para mim, tudo era resumido numa incessante procurar por mais conhecimentos e por um medo muito grande de errar e de não conseguir atingir a todos os educandos.
Hoje já me vejo uma profissional mais forte e segura no que estou fazendo. Acredito que esta segurança só foi possível graças a toda a procura inicial e as experiências adquiridas até aqui, o curso de pedagogia só vem contribuindo para meu crescimento e me apresentando novas visões de algo até então obscuro, pois apesar de ser formada em história sou supervisora dos anos iniciais, cujo eu não possuía a mínima ideia do que se significava alfabetizar uma criança e muito menos estava por dentro das problemáticas vivenciadas pelos professores, o que hoje com o auxílio do curso já venho apresentando um novo olhar.
Mas, além da minha visão no contexto de sala de aula muitos outros pontos de vistas se transformaram.
Lembro-me que no início da minha carreira tinha a utopia de transformar o mundo e de ser valorizada, não só pelo nosso governo, mas também pela sociedade, porém com o tempo passei a observar que se você quer ser professor no Brasil, não deve esperar por um tapete vermelho ou por um caminho repleto de rosas, pois aqui o que encontrará é uma estrada esburacada, com muitos espinhos e por vezes solitária.
Porque eu continuo nesta estrada?

A resposta é simples, pois além de ser teimosa, talvez eu ainda tenha um pequeno resquício daquele fogo revolucionário e idealista de que o mundo ainda tem cheio e que só que poderá transforma-lo sou eu uma educadora, ou melhor somos nós educadores.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Diário que retrate as experiências felizes e não felizes da escola





Bem nesta atividade foi proposto que nós realizássemos uma reflexão sobre as experiências felizes e as não felizes que a escola nos proporciona, relatando tudo isto em forma de um diário e levando em conta as inspirações dos filmes aos quais nos foram apresentados.
Bem da lista de filmes que tinha para escolher acabei escolhendo o filme Machuca que é um filme que curto muito, pois ele é um filme que sutilmente relata o contexto de uma ditadura militar chilena, além de demonstrar claramente a dois mundos muito distintos do personagem Gonzalo que possuía uma bolsa integral para um escola particular e Pedro Machuca que possuía uma família bem desestruturada, mas que possuía uma condição social boa para época. No filme ambos começam uma amizades, ao qual um apresenta seu mundo para o outro.
Bom decidi pegar este pequeno começo, pois foi essa parte que me lembrou o meu contexto social, onde apesar de ser uma escola pública, ali se apresentam todos os tipos de classes sociais, já que não existe nenhuma escola particular na região.
É interessante ver como ambos convivem e onde um quer mostrar que pode mais que o outro, porém nesta competição por um espaço social e na tentativa se ser aceito por todos, muitos alunos de classes mais pobres acabam se envolvendo com drogas, no intuito de conseguir mais rapidamente o que querem. Neste ano a escola e a comunidade em si sofreram um grande choque, pois sete jovens foram assassinados no início do ano por estarem neste caminho e eu tive a triste tarefa juntamente com a direção de tentar conversar e confortar todos os outros jovens que ali restaram e que sofriam pelo vazio deixado pela chacina de seus amigos. Este sem dúvida foi o pior dia de todos e ao mesmo tempo o melhor, já que depois deste susto aos poucos muitos jovens nos procuraram para relatar que estavam com medo, pois também eram usuários e que não sabiam como sair deste mundo, como falar com os pais e mais uma vez como estávamos sem orientadora coube a equipe diretiva administrar todo este contexto de desespero que fluía, para ser sincera fiquei feliz por ver muitos alunos mudarem seus rumos e mais uma vez triste por ver muitos desistirem de conquistar tal mudança.
Enfim, todos estes momentos fazem parte da minha história e do contexto da escola, ninguém vai apagar tudo que aconteceu, porém serviu para que fossem tomadas novas medidas que tiveram como objetivo a vida social dos jovens e a busca por uma escola melhor, sei que ainda está longe desta ser tornar o ambiente ideal, mas quem sabe um dia.


História



Na disciplina de história foi proposto criar um manifesto pensando na escola que queremos, mas na verdade eu fiz um manifesto utilizando o aporte de Goçalves Dias e o poema Canção do Exílio, tentando trazer a inspiração do texto que nos foi apresentado de Anísio Teixeira, porém apesar de ter estar inspirações queria algo que unissem estes dois contextos sonhadores juntamente a minha realidade. Espero que gostem e a minha invenção de moda não fique tão ruim assim.



A educação e os sonhos.
Minha terra tem família e estado sem valores,
Que não me canso de observar;
Os valores que antes se prezavam
Agora não se prezam mais

Nossos governos são uma desordem,
Nossas escolas uma bagunça,
Nossos alunos sem limites,
Nossos professores uma pena.

Em cismar, sozinha, à noite,
Penso em uma reforma educacional
Onde as escolas tem estruturas,
Os professores mais valores,
E a educação, venha a ser o novo orgulho da nação.

Neste meu sonho,
Os governos investem mais na educação;
Em cismar — sozinha, à noite —
Prevejo um futuro melhor;
Onde o estado pensa mais no social,
Investindo pesado no futuro dos nossos jovens.


Não permita Deus que eu morra,
Sem que antes eu veja mudança;
Sem que os jovens e a sociedade desfrutem
De um destino tão sonhado;
Sem qu'inda aviste a sociedade lutando por uma educação melhor,
Onde a escola tem mais estrutura e o jovem mais apoio.
Franciele Freitas da Silva

 

domingo, 20 de dezembro de 2015

midia



Lendo o artigo de Patricia Mariuzzo sobre o Big Brother infantil, onde a mesma nos apresenta a proposta da empresa Mattel, que pretende num futuro não muito longínquo lançar uma boneca que possui um sistema de microfone que capta os sons ao seu redor, além de possuir também uma conexão wi-Fi que vai enviar todos os dados coletados para servidores do fabricante, onde serão armazenados , para serem respondidos de maneira inteligente, porém neste artigo se encontram diferentes  que são contra o lançamento deste brinquedo.
A primeira a se pronunciar foi uma psicóloga que também é diretora de uma campanha contra comerciais para crianças, onde ela relata que tal brinquedo pode revelar segredos íntimos da criança, além de revelar sonhos e experiências que num primeiro momento pode ser perturbadora.
O segundo a se pronunciar foi um advogado de um centro de pesquisa em direito e tecnologia, que relata estar preocupado com o tratamento que será dado estes dados, já que escutando as crianças a empresa pode direcionar melhor suas propagandas, influenciando assim, as crianças a consumirem mais os seus produtos.
Bem este caso veio a recordar os assuntos que estão sendo abordados pela disciplina de infâncias que neste semestre nos mostrou como a infância moderna ou pós moderna vem sendo tratada e como a mídia tem influenciado as crianças que estamos encontrando dentro das salas de aula, a verdade é que não tenho certeza de onde tudo este sistema virtual vai parar nem como vai afetar as nossas crianças, pois é visível que cada vez mais estas estão adquirindo características que não são próprias para as suas fases, tais como:
1)      As crianças estão cada vez mais consumistas e o que era um problema apenas de adultos hoje já existem diferentes profissionais, para trabalhar com a ansiedade e a tristeza que estas possuem por não conseguirem ter tudo que elas querem;
2)      Agressividade sem limite inspirados pelos vídeo games e que por vezes consegue fazer com que a criança rompa as barreiras entre a noção do que é virtual e do que é real;
3)      Sexualidade aflorada até de mais.
Enfim poderia citar diversos fatores que com certeza não faz parte da infância, mas que hoje encontramos em sala de aula temos o dever perante os olhos da sociedade de não só lidar como também de apresentar uma solução.

 inspiração : Adaptado de MARIUZZO, Patrícia. Big Brother infantil- privacidade e contato prematuro com a internet são polêmicas causados pela nova boneca. Revista Ciência e Cultura, julho de 2015.