quarta-feira, 26 de outubro de 2016

continuação sobre ciências



            O segundo elemento que me chamou a atenção na aula de ciência foi a simplicidade e o artifício que o professor utilizou para chamar a nossa atenção, desconstruído o conceito de precisamos de muitas ferramentas para aplicar uma aula de ciências ou que devemos apenas nos deter no livro para tal.
            Durante a aula o professor se utilizou de um pequeno saco plástico repleto de agua e dois lápis, o experimento consistia em enfiar os lápis no saco perfurando-o sem que uma gota de água corra. O professor se utilizou de um material alternativo para chamar nossa atenção, produzir um sentimento de curiosidade aguçando assim a nossa percepção de como é fácil fazer experimentos interessantes com tão pouco.
            O mesmo ainda vem nos provocando através de seus texto, a ir além e a pensar no pátio da escola e no contexto de sala de aula como uma grande ferramenta de observações científicas.
Segundo Russel Rosa, em seu texto sobre os princípios do ensino das ciências na educação infantil, uma das características no ensino de Ciências é a busca permanente de informações, o desassossego, a inquietude, a não acomodação do saber. A autora nos lembra que em Ciências, as verdades são provisórias, são revistas de tempos em tempos. As descobertas podem ser reformuladas a partir de novas descobertas. Há 500 anos atrás, os cientistas não aceitavam que a terra girasse em torno do sol e Galileu, que defendia a ideia, quase foi queimado pela Santa Inquisição. Muito recentemente, Plutão deixou de ser considerado um planeta em nosso sistema solar...
Tão importante quanto a curiosidade já falada anteriormente é a capacidade do professor de manter vivo o desejo dos nosso alunos em aprender, pensando nisso eu fiz a atividade do saco mágico com as crianças do berçário III que tem idades entre 2 e 3 anos e confesso que ao enviar o primeiro lápis estava tudo certo, porém quando coloquei o segundo vazou bastante água, porém isso não tirou o brilho do início, pois fazer o que nem tudo sai perfeito né, principalmente quando o assunto é experimento e ensinar, mas resumidamente foi legal ver os olhos deles e principalmente a gargalhada de alguns quando estourou (confesso que deu vontade de apertar o Davi Lucas) não sei porque mas eles adoram agua hehe. Feito isso surge o segundo desafio que é como explicar que o saco não furou quando coloquei o primeiro lapis, será possível explicar a eles que o saco é um polímero que apresenta longas cadeias da mesma molécula e que o lápis atravessa o plástico, pois consegue atravessar as cadeias e que por conta disso ele se adapta ao lápis. Bom eu deixe isso por conta da mágica já que ninguém me questionou, só queriam fazer novamente.

     Referências:

OLIVEIRA, Daisy Laura de. Ciências nas salas de aula. Porto Alegre. Mediação, 1997.
WEISSMANN, Hilda. Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. Porto Alegre. ARTMED, 1998.

Ciências e seus meios de explanação



 



A aula de ciência foi muito interessante e me fez observar, bem como refletir sobre diversos aspectos, o primeiro deles levantado e frisado pelo professor foi o ato de se surpreender e de surpreender seu aluno, despertando assim a curiosidade do mesmos para determinados assuntos, bem como o professor Crediné vem nós afirmando ao longo do eixo, que uma criança instigada e curiosa aprende muito mais do que uma alienada pelos meios acadêmicos.
Recentemente, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, conduziram uma série de experimentos para descobrir o que exatamente acontece no cérebro quando a nossa curiosidade é despertada. Sabe o que ele o que eles descobriram? Que a curiosidade e sua saciedade se assemelha ao recebimento de um doce.
Porém, fico me pensando em como fazer isso com uma grande lista de conteúdos congelada ao longo do tempo, será possível focar em alguns assuntos e deixar os demais de lado, acho que seria bem pouco aceito pela sociedade já que os mesmos (principalmente pais) exigem quem seu filho tem que ter um caderno cheio de matéria e muito tema, aprisionando o professor e seus respectivos alunos em um mundo sufocante e com um alto índice de desinteresse instaurado. Não sei se isso se aplica a todas as realidades, mas a da minha antiga escola isso fica explicito que para mudarmos o ensino e suas propostas primeiro teremos que chamar a comunidade escolar para dentro da escola, que no caso da minha escola isso é bem difícil já que seu público é bem flutuante, ou seja, hoje está e amanhã não está mais frequentando as aula, além disso deve ser feito palestras e conversas de conscientização os pais de que caderno cheio não significa a felicidade dos seus filhos e muito menos qualidade garantida e por fim se preparar para uma enxurrada de medos, grosserias, angustias onde eles vão alegar que uma criança não tem como saber o que quer para si. Para tanto acredito que um dia nós teremos que começar a enfrentar tal realidade, pois caso contrário esta realidade nunca vai mudar.



Referências




terça-feira, 25 de outubro de 2016

Pássaros gaiolas e voos





Escolas que são gaiolas     
Alunos de escolas gaiolas
Escolas que são asas
Alunos de escolas asas
Amam os pássaros engaiolados;
Amam o silencio de suas imposições;
Amam os pássaros em voo;
Amam os gritos e caras de descobertas;
Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Tem sempre um dono;
Professores amam seus alunos subordinados a suas ordens;
Pássaros em voo são livres; são encorajados a aprender a voar;
São capazes de instigar e surpreender seus alunos;
Deixaram de ser pássaros;
São reles marionetes;
São pássaros em sua mais fina essência: a liberdade;
São crianças criativas, alegres e por vezes até inquietas;
Existem para que os pássaros desaprendam a voar.

Forma o apenas mais um na sociedade.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar;
Forma o que a sociedade realmente precisa?
 Bom como o texto me chamou muito a minha atenção, tomei a liberdade de tentar refletir como seriam e como são os nossos alunos de acordo com o que temos hoje com a escola medieval e o que teriamos com uma escola libertadora. E a minha conclusão está no quadro logo aqui    .

Referências:

ALVES, Rubem. Gaiolas ou asas? In: ALVES, Rubem. Por uma educação romântica. Campinas: Papirus, 2002, p. 29-32.